CF 2011: “Fraternidade e a Vida no Planeta”

    A Campanha da Fraternidade deste ano, cujo lema é “A criação geme em dores de parto” (Rm 8,22), tem como objetivo geral contribuir para a conscientização das comunidades cristãs e a população em geral sobre a gravidade do aquecimento global e das mudanças climáticas, bem como motivá-las a participar dos debates e ações que visam a enfrentar o problema e preservar as condições de vida no planeta.

(Síntese do objetivo extraída do site da CNBB – conferência Nacional dos Bispos do Brasil)


Veja mensagem do Papa Bento XVI sobre a Campanha

 

PARA REFLETIR A CAMPANHA DA FRATERNIDADE

Por: Heloisa Pereira de Paula dos Reis – Pastoral de Comunicação

    Mãe Natureza... Perdão. Eu não sabia o que fazia.

    Polui seus rios, matei seus peixes, tornei o ar irrespirável...

    Acabei com a fertilidade da terra... Cortei suas árvores...

    Maculei seu sol...

(Imagem: Germano Woehl Jr. - Instituto Rã-bugio)

    E sequer me dei conta de que, assim fazendo, era a mim que mais prejudicava.

    E você permanecia quieta, observando-me...

    Para ver até onde poderia chegar a minha intervenção destrutiva.

    E agora não sei o que fazer para reverter tal situação.

    Dê-me sua mão, Mãe Natureza... Cuida de mim, que colaborei para causar a dor do mundo.

    Cuida de mim, que não soube cuidar de você...

    Não percebi em minha insanidade o mal que fazia. Sem o querer... Sem o saber.

    Não soube como cuidar do que a mim foi dado sem que eu pedisse. Fui inconsequente ou ignorante?

    Quando nasci tudo já estava pronto para me receber...

    Eu apenas quis fazer com que as coisas ficassem melhores para mim... Ou menos trabalhosas, talvez.

    Tudo que a muito era feito manualmente, eu quis tornar mais fácil. As máquinas começaram a trabalhar para mim. Eu as construí.

    E agora delas sou prisioneiro... E continuo a querer aperfeiçoá-las... Quero mais, para fazer menos.

    Caminhava a meu favor... Porque não usufruir das facilidades que a vida a mim apresentava?

    Minha existência está a serviço da tecnologia. Porque ficar preso a um passado arcaico?

     Eu queria mais tempo livre para fazer não sei o quê... E consegui... Mas agora, o que é que eu faço?

     Quero e não posso abandonar meu conforto ilusório... E assim vou devastando o planeta, que já está mostrando sinais de cansaço, ao deixar suas águas passearem pelas terras, levando consigo  tudo que encontra pela frente, indiferente aos gritos de terror.

Mãe Natureza... Perdão. Eu não sabia o que fazia.