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Devido às muitas e profundas mudanças ocorridas no mundo em que vivemos, sobretudo nas últimas décadas, que atingem diferentes instituições - dentre as quais, particularmente, a Igreja e a família - a paróquia, especialmente a urbana, deve buscar novas alternativas para desempenhar a sua missão evangelizadora. De acordo com o Concílio Vaticano II, a paróquia é uma comunidade de fiéis onde está presente a Igreja de Cristo, o Povo de Deus, o mistério da Ceia do Senhor (cf. SC, 42). O documento de Medellin recomenda que a Paróquia forme o maior número possível de comunidades eclesiais, baseadas na Palavra de Deus (cf. 6.13). Conforme o documento de Puebla, a paróquia é o centro de coordenação e animação de comunidades, grupos e movimentos (cf. 644). Santo Domingo enfatiza que a paróquia, comunidade de comunidades e movimentos, acolhe as angústias e esperanças dos homens, anima e orienta a comunhão, participação e missão. A paróquia é a Igreja que se encontra entre as casas dos homens, vivendo e trabalhando profundamente inserida na sociedade humana e intimamente solidária com suas aspirações e dificuldades. A paróquia, comunhão orgânica e missionária, é uma rede de comunidades (cf. 58). As paróquias urbanas devem responder aos desafios da nova evangelização (cf. 59). Há que se renová-las, mediante pequenas comunidades eclesiais nas quais apareça a responsabilidade dos fiéis leigos (cf. 60). O Documento de Aparecida ressalta que “todos os membros da comunidade paroquial são responsáveis pela evangelização dos homens e mulheres em cada ambiente” (171). A renovação das paróquias exige a reformulação de suas estruturas, para que seja uma rede de comunidades e grupos, capazes de se articular conseguindo que seus membros se sintam realmente discípulos e missionários de Jesus Cristo em comunhão (cf. 172). A paróquia deve se tornar missionária; para tanto, é preciso utilizar imaginação e criatividade para se chegar àqueles que desejam o Evangelho de Jesus Cristo (cf. 173). Há que se convocar e dar formação a leigos missionários, para poder responder às exigências missionárias do momento atual (cf. 174). Padre Miranda, pregando para o clero da Arquidiocese de São Paulo, evidenciou a relativização das verdades e práticas católicas (até da pessoa de Jesus Cristo) na sociedade pluralista e secularista em que vivemos. Segundo esse especialista, hoje não temos mais uma cultura homogênea baseada na fé cristã, nem há mais o acatamento da sociedade às normas da Igreja, já que a voz dela é apenas mais uma voz. Assim, o anúncio querigmático é fundamental. Nosso arcebispo, dom Odilo, no 1º encontro com coordenações arquidiocesanas, em 18 de agosto de 2007, enfatizou que a Arquidiocese de São Paulo deve empreender “nova” evangelização urbana com as comunidades eclesiais territoriais e também institucionais a partir de uma “conversão missionária”. Segundo o arcebispo, “não precisamos ir longe para procurar realidades missionárias, a nossa própria Igreja se tornou campo missionário”; cabe, entre outros, às “novas comunidades apostólicas” [...] “ser sinal da luz de Deus que se irradia, sal e fermento que dão sabor novo e ajudam a purificar a cidade”. Assim sendo, o Côn. César nos convida a implementar os já existentes e incentivar a formação de novos grupos, capacitando-os e acompanhando-os, para que possam vir a se constituir em verdadeiras comunidades missionárias e evangelizadoras, alicerçadas na Palavra de Deus e na prática da caridade. “Vamos ao encontro dos católicos afastados, buscar crianças sem batismo e sem primeira eucaristia, adolescentes e jovens sem crisma, casais sem matrimônio”, incentiva o Côn. César. E continua: “aproveitando a reorganização dos grupos de rua já existentes, vamos transformá-los em verdadeiras comunidades eclesiais missionárias e evangelizadoras, que permaneçam ativas e atuantes todo o tempo, independentemente da época litúrgica. Que esses grupos-comunidades sejam Igreja nas casas dos homens; Reino de Deus em construção; ambientes de respeito, inclusão, amizade, fraternidade e solidariedade!” Grupos de Rua – Comunidades Missionárias No dia 19 de outubro de 2007, às 20h, por ocasião da abertura solene da novena de natal São 55 grupos que se reúnem em diferentes ruas do bairro e mesmo fora de seus limites. Mais Informações na Secretaria.
GRUPOS DE RUA – CÉLULAS DE COMUNIDADES MISSIONÁRIAS
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